domingo, 19 de janeiro de 2014

ABSTRAÇÕES BIZARRAS

Esculpi-me na poeira da estrada enquanto o vento fazia-me pó... as nuvens passavam em minha cabeça e novamente esculpi-me ao paladar da brisa refrescante. A poeira tange no tempo a poema em que vida escreve e na escultura do tempo surge a metamorfose inoculante das metáforas vividas; a alquimia do pensamento transforma dores em flores e saudades em sorriso; vidas que se vivem como folhas que caem nas manhãs de outono. Ausculta-me com seus lábios doces e absorve minhas palavras que sussurram o meu amor. Os meus lábios são como a rosa que vincula na película de suas pétalas, o sutil tangido das abelhas que com a mesma doçura do mel, pode ferroar com a dor salutar que faz chorar. Poeta Violeiro