ABSTRAÇÕES
BIZARRAS
Esculpi-me
na poeira da estrada enquanto o vento fazia-me pó... as nuvens passavam em
minha cabeça e novamente esculpi-me ao paladar da brisa refrescante. A poeira
tange no tempo a poema em que vida escreve e na escultura do tempo surge a
metamorfose inoculante das metáforas vividas; a alquimia do pensamento
transforma dores em flores e saudades em sorriso; vidas que se vivem como
folhas que caem nas manhãs de outono. Ausculta-me com seus lábios doces e
absorve minhas palavras que sussurram o meu amor. Os meus lábios são como a
rosa que vincula na película de suas pétalas, o sutil tangido das abelhas que
com a mesma doçura do mel, pode ferroar com a dor salutar que faz chorar. Poeta
Violeiro