sexta-feira, 11 de maio de 2018

Origem da Família Rodrigues Rocha.

ORIGEM DA FAMÍLIA RODRIGUES.
Nos meados do século XV com a chegada das primeiras levas de imigrantes portugueses que foram espalhadas pelo centro do Brasil, chegou a uma das caravelas um homem chamado Constante Rocha, era ainda um rapaz com pouco mais de quinze anos de idade e com senso aventuroso, aos poucos foi se embrenhando ao território brasileiro procurando terras onde pudesse se identificar com sua origem portuguesa, vindo estabelecer-se na região da zona da mata em Minas Gerais, onde já havia algumas famílias por ali assentadas. Trabalhou por alguns anos nessa paragem e procurando se aventurar ainda mais na terra nova, desligou-se dos seus patrícios e saiu em busca de conhecer outros lugares e desta vez veio parar na região do Sul de Minas na região onde hoje é a cidade de Lavras, após ter percorrido alguns lugares no norte fluminense, estabeleceu por algum tempo nesse povoado mineiro, onde nessa época existiam apenas pequenos assentamentos sem nomes predestinado.
Constante, já se encontrava com a idade um tanto alta, aproximando dos seus cinquenta anos quando conheceu uma família oriunda de Portugal com descendência hispânica, tratava-se do tronco, o Sr. Enrico Gonzalez Rodriguez, dono de uma numerosa família já constituída. Constante Rocha se ajustou como empregado desta família e junto à prole trabalhava braçal no campo cuidando do canavial e das rezes sendo um tipo de confiança do tronco, o Sr. Enrico. Enrico com a família numerosa precisava consorciar seus filhos em matrimônio e escolheu para genro casar-se com uma das suas filhas, seu empregado de confiança Constante Rocha.
Casou-se Constante com a filha do meio por nome Maria Trindade tendo seu registro civil de casamento lavrado no cartório imperial do palácio Piratininga da Guanabara e se alojando naquelas imensas terras empossada pelo patriarca Enrico, Constante Rocha abriu matas e construiu seu patrimônio vindo a ter uma imensa família criando um brasão de sobrenome com o título de: “Rodrigues Rocha”. A família se alargou pelo Estado de Minas e no início do século XVII se estende para o nordeste paulista uma ramificação dessa família, um jovem rapaz por nome Cristino Rodrigues Rocha que havera consorciado com uma prima de primeiro grau com a mesma descendência por nome Sálvia, que por sua vez continuou com o mesmo nome de solteira, sendo que provinha da mesma descendência.
Se embrenhando na região da Franca do Imperador indo se instalar definitivamente após cinco anos de permanência nessa região, numa terra ainda por desbravar, muito longe do comércio que logo mais, Cristino nomeou como sua essa terra batizando com o nome de Oiticica do Chapadão, por se tratar de uma furna ladeando uma serra as margens do Rio Grande onde ele formou a família e construiu seu patrimônio.
O casal Cristino e Sálvia tiveram vários filhos, doze ao todo, contando com os que morreram ainda crianças, sobraram oito sendo seis homens e duas mulheres: Juvêncio, o mais velho; Cristino Filho, o segundo; Constância, a terceira; Jorgeta, a quarta; Porfírio, o quinto; Ricardo, o sexto; Constantino, o sétimo e Pedro Rodrigues Rocha, o caçula. Com a família crescida, Cristino Rocha construiu um pequeno império nessa região; possuía um armazém de comércio em geral nesse lugar, que ficou conhecida como a “Venda do Chapadão”; era nesse lugar que os colonos e fazendeiros faziam suas compras, pois, após alguns anos Cristino Rocha dedicou-se somente ao comércio, viajando sempre a Franca com seu carro de bois para abastecer seu comércio já tão famoso, enquanto as roças e as criações ficavam por conta da família numerosa.
Já alcançado mais de setenta anos, Cristino Rocha veio a morrer pelo mal da malária, assumindo os negócios da família o filho mais velho, Juvêncio que repartiu a herança aos irmãos, sobrando para Pedro, uma gleba de terra arenosa ao sul da chapada onde não tinha muita serventia, por se tratar de terra fraca onde somente produzia capim “barba de bode”. Com a herança ruim, Pedro vendeu suas terras ao irmão mais velho e se mandou desse lugar procurando trabalho em fazenda vizinhas, se alojando ali mesmo por perto constituído matrimônio com a filha de um fazendeiro por nome: Mariana da Conceição. Pedro e Mariana formou uma família, não tão numerosa como as ascendentes e juntos também construíram seu império.
Conceberam em filhos: José Rodrigues, o primeiro; Marieta, a segunda; Antonieta, a terceira; Francisco Generoso, o quarto; Jerônimo, o quinto; Maria (Cotinha) a sexta; Mariana (Fia) a sétima e Conceição Rodrigues, o caçula. Não se sabe o porquê o patriarca Pedro Rodrigues Rocha tirou do sobrenome dos filhos a sequência Rocha e desde então a nossa família seguiu com a assinatura Rodrigues e não mais Rodrigues Rocha.
Nosso ascendente, Conceição Rodrigues, trazia em sua face todas as características hispânica; olhos azuis brilhantes, cabelos claros, nariz avantajado e um sorriso sorrateiro sempre carregado de enigmas; na personalidade, trazia o senso comum dos portugueses, indagador, olhar preciso e investigativo, andado peculiar dos lusitanos, despreocupado; fazia grandes caminhadas até a casa dos filhos; assim como o pai, constituiu sua família ao lado da esposa Margarida dando luz aos seguintes filhos: Maria (Lilia), a mais velha; Florípedes, a segunda; Sebastião, o terceiro; Hélio, o quarto; Cleomenes (Nina), a quinta; Benedito, o sexto e Julieta a caçula.
De os filhos do casal Conceição e Margarida, alguns saíram com a característica lusitana e outros hispânicos; meu pai, Hélio Rodrigues, estatura baixa, pouca musculatura, cabelos negros e barba serrada; olhos verdes e de fala enfática, rígido, teimoso, toda a característica lusitana. Casou-se com Rita Muniz Pacheco Rodrigues, descendente direta de portugueses; teve sete filhos, contando com quatro vivos. Os dois primeiros: Manoel Conceição Rodrigues (In memoriam); Margarida Maria Rodrigues, a segunda; em seguida veio um menino que nasceu morto e logo após uma menina que viveu poucas horas; depois eu vim, José Rodrigues, o quinto; aos cinco para seis anos, minha mãe teve a irmã Hélia Maria Rodrigues, a sexta e quando minha irmã se encontrava com três ou quatro anos, minha mãe sofreu um aborto espontâneo, não sei ao certo o sexo da criança.
Manoel Conceição (Nelinho) casou-se com Lurdes Aparecida Jorge e com ela concebeu um casal de filhos; Érica Rodrigues e André Luís Rodrigues (padre André). Margarida Maria, cassou-se com Sebastião de Assis Matos e conceberam dois filhos: Eduardo Rodrigues Matos e Marcelino Rodrigues Matos. Eu me casei com Mariana F. da Silva Rodrigues, concebemo-nos um casal de filhos: Hélio Rodrigues Neto e Heloísa da Silva Rodrigues. Hélia Maria se casou com Rodrigo Cavalari e conceberam quatro filhos: Pedro Henrique, o primeiro; João Alexandre, o segundo; Izaac José, o terceiro e Ana Gabriela a caçula.
Ainda faltam informações a serem atualizadas e entre os que estão no artigo, pode ser que exista divergências de nomes e datas; quaisquer novas informações serão bem-vindas!
E até aqui a família Rodrigues e sua origem no século XV...

A fonte informativa dessa arvore genealógica, somente foi possível pelo empenho de um grande amigo carioca que não mediu esforços para o tal levantamento, buscando nos acervos do antigo império as catalogações imigratórias e com isso rastreando os passos de Constante Rocha e então, achando as ramificações. Caso fosse um trabalho oriundo de remuneração, praticamente seria impossível fazer tal levantamento, portanto, aqui ficam os meus agradecimentos ao antropólogo: José Cervantes Custódio do Amaral, pelo trabalho dispensado a mim. José Rodrigues.