Adeus papai, adeus mamãe... igual uma ave que sai do ninho que ela nasceu eu saio de vossos braços para trilhar passo a passo a sina que Deus me deu; é chegada a triste hora de eu ir mundo a fora mais levarei na lembrança, essa casa onde eu nasci e onde feliz eu vivi desde os tempos de criança. Quanto mamãe padeceu para criar os filhos seus por isso que eu vou embora, preciso lidar com vida para lidar mãe querida mais conforto pra senhora; é nesse triste momento que faço um juramento que só voltarei para trás se eu conseguir triunfar porem se eu fracassar aqui eu não volto mais. Um pedido eu vou deixar a quem por mim perguntar e a todos os amigos meus, que fui sem me despedir temendo não resisti a hora triste do adeus; guarde bem meu violão, colega de solidão que sofreu junto comigo, nas noites enluaradas e nas saudosas madrugadas foi ele o melhor amigo. Meu canário seresteiro que eu mesmo fiz prisioneiro só pra ver ele cantar, só depois que eu for embora abra a porta da gaiola e deixa ele voar; feche meu cão policial, para que o pobre animal não veja quando eu partir, solte ele no instante que eu estiver bem distante pra ele não me seguir. Não chore papai, não chore... não sou um filho que morre vou apenas conhecer o mundo, ver lugar desconhecido mais de meu papai querido não esquecerei nenhum a segundo. Não chore mamãe, não chore... eu vendo o pranto que desce sobre seu rosto divino, chego perder a coragem de seguir essa viagem para cumprir meu destino. Eu sei que em terra estranhas papai e mamãe me acompanha pertinho do coração e sempre que a noite desce, eles dizem numa prece: _ Filhinho... a nossa bênção. Nas ondas fria do vento mandarei meu pensamento levar um recado meu e dizer mamãe querida, não encontrei nessa vida outro amor igual ao seu; desce a noite silenciosa cai o sereno nas rosas, surge a lua lá na serra, mamãe vou partir agora e quando raiar a aurora eu estarei em outras terras. Adeus oh terra querida, onde eu tive nessa vida os primeiros sonhos meus, adeus serras e campinas rios de águas cristalinas, adeus papai e mamãe... adeus! Lindo poema de Silveira e Barrinha adaptado pelo Poeta Violeiro!
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Eu sou o filho que volta a bater na mesma porta que há muito tempo fechei, quando daqui fui embora chorando e aqui também soluçando papai e mamãe eu deixei; era uma noite assim e vejo ali no jardim os mesmo pés de hortênsias, desfolhado pela idade ou talvez pela saudade que sentiu na minha ausência. Vejo a gaiola vazia, do canário que um dia eu mesmo mandei soltar, talvez que o velho passarinho voltou ao seu velho ninho como eu voltei ao meu lar; vejo meu cão policial latindo ali no quintal talvez me reconheceu: _ Vem lobo... vem; sou o seu dono que te deixou no abandono sem mesmo lhe dizer adeus. Será que ainda existe aquele meu violão, num cantinho no salão desde o dia em que parti? Meus colegas que ficaram talvez morreram ou mudaram ou estão todos aqui. Já vai alta madrugada e vejo a janela fechada do quarto de meus velhinhos, talvez mãezinha chora sem nunca pensar que agora seu filho está tão pertinho; talvez pensam que eu morri, por que nunca lhes escrevi desde a minha despedida, eles devem estar velhinho, bem na curva do caminho que conduz ao fim da vida. _ Mamãe... papai... abra a porta papai! O seu filho está de volta pra pedir sua benção, abra a porta papai! Eu sei que sua voz não sai cortada pela emoção, não precisa dizer nada, deixa as lagrimas derramada banhar meu peito de dor, eu que vivi sem carinho vinte anos papaizinho quero agora seu calor. Papai... cadê minha mãezinha? Meu pensamento advinha olhando nos olhos seus. _ Meu filho... chorando eu quero dizer, sua mãe não pode viver e foi se embora com Deus! _ Meu Deus!!! Eu fui o culpado de desgosto ter matado aquela que me criou, que ausente do seu filhinho e qual uma flor entre espinho no abandono murchou; papai como esta velhinho, os seus cabelos estão branquinhos foram as idades sem fim, te encontrei mais abatido de tanto ter padecido vinte anos longe de mim. Veja ai fotografia da mãezinha que um dia aqui deixei a chorar, parece que ela me diz, filho como estou feliz por ver você regressar! Parti pra fazer riqueza para tirar da pobreza meu pai e minha mãezinha, mais compreendi tarde demais que eram meus velhos pais a maior riqueza que eu tinha; quem vive perto dos pais não abandone jamais por que seu amor profundo, é o amor universal e não encontrarás em nenhum lugar outro igual nesse mundo! Lindo poema de Silveira e Barrinha adaptado por Poeta Violeiro.