ORIGEM
DA FAMÍLIA RODRIGUES.
Nos meados do século XV com a chegada
das primeiras levas de imigrantes portugueses que foram espalhadas pelo centro
do Brasil, chegou a uma das caravelas um homem chamado Constante Rocha, era
ainda um rapaz com pouco mais de quinze anos de idade e com senso aventuroso,
aos poucos foi se embrenhando ao território brasileiro procurando terras onde
pudesse se identificar com sua origem portuguesa, vindo estabelecer-se na
região da zona da mata em Minas Gerais, onde já havia algumas famílias por ali
assentadas. Trabalhou por alguns anos nessa paragem e procurando se aventurar
ainda mais na terra nova, desligou-se dos seus patrícios e saiu em busca de
conhecer outros lugares e desta vez veio parar na região do Sul de Minas na
região onde hoje é a cidade de Lavras, após ter percorrido alguns lugares no
norte fluminense, estabeleceu por algum tempo nesse povoado mineiro, onde nessa
época existiam apenas pequenos assentamentos sem nomes predestinado.
Constante, já se encontrava com a idade
um tanto alta, aproximando dos seus cinquenta anos quando conheceu uma família
oriunda de Portugal com descendência hispânica, tratava-se do tronco, o Sr.
Enrico Gonzalez Rodriguez, dono de uma numerosa família já constituída.
Constante Rocha se ajustou como empregado desta família e junto à prole
trabalhava braçal no campo cuidando do canavial e das rezes sendo um tipo de
confiança do tronco, o Sr. Enrico. Enrico com a família numerosa precisava
consorciar seus filhos em matrimônio e escolheu para genro casar-se com uma das
suas filhas, seu empregado de confiança Constante Rocha.
Casou-se Constante com a filha do meio
por nome Maria Trindade tendo seu registro civil de casamento lavrado no
cartório imperial do palácio Piratininga da Guanabara e se alojando naquelas
imensas terras empossada pelo patriarca Enrico, Constante Rocha abriu matas e
construiu seu patrimônio vindo a ter uma imensa família criando um brasão de
sobrenome com o título de: “Rodrigues Rocha”. A família se alargou pelo Estado
de Minas e no início do século XVII se estende para o nordeste paulista uma
ramificação dessa família, um jovem rapaz por nome Cristino Rodrigues Rocha que
havera consorciado com uma prima de primeiro grau com a mesma descendência por
nome Sálvia, que por sua vez continuou com o mesmo nome de solteira, sendo que
provinha da mesma descendência.
Se embrenhando na região da Franca do
Imperador indo se instalar definitivamente após cinco anos de permanência nessa
região, numa terra ainda por desbravar, muito longe do comércio que logo mais,
Cristino nomeou como sua essa terra batizando com o nome de Oiticica do Chapadão,
por se tratar de uma furna ladeando uma serra as margens do Rio Grande onde ele
formou a família e construiu seu patrimônio.
O casal Cristino e Sálvia tiveram vários
filhos, doze ao todo, contando com os que morreram ainda crianças, sobraram
oito sendo seis homens e duas mulheres: Juvêncio, o mais velho; Cristino Filho,
o segundo; Constância, a terceira; Jorgeta, a quarta; Porfírio, o quinto;
Ricardo, o sexto; Constantino, o sétimo e Pedro Rodrigues Rocha, o caçula. Com
a família crescida, Cristino Rocha construiu um pequeno império nessa região;
possuía um armazém de comércio em geral nesse lugar, que ficou conhecida como a
“Venda do Chapadão”; era nesse lugar que os colonos e fazendeiros faziam suas
compras, pois, após alguns anos Cristino Rocha dedicou-se somente ao comércio,
viajando sempre a Franca com seu carro de bois para abastecer seu comércio já
tão famoso, enquanto as roças e as criações ficavam por conta da família
numerosa.
Já alcançado mais de setenta anos,
Cristino Rocha veio a morrer pelo mal da malária, assumindo os negócios da
família o filho mais velho, Juvêncio que repartiu a herança aos irmãos,
sobrando para Pedro, uma gleba de terra arenosa ao sul da chapada onde não
tinha muita serventia, por se tratar de terra fraca onde somente produzia capim
“barba de bode”. Com a herança ruim, Pedro vendeu suas terras ao irmão mais
velho e se mandou desse lugar procurando trabalho em fazenda vizinhas, se
alojando ali mesmo por perto constituído matrimônio com a filha de um
fazendeiro por nome: Mariana da Conceição. Pedro e Mariana formou uma família,
não tão numerosa como as ascendentes e juntos também construíram seu império.
Conceberam em filhos: José Rodrigues, o
primeiro; Marieta, a segunda; Antonieta, a terceira; Francisco Generoso, o quarto; Jerônimo, o quinto; Maria (Cotinha) a sexta; Mariana (Fia) a sétima e Conceição
Rodrigues, o caçula. Não se sabe o porquê o patriarca Pedro Rodrigues Rocha
tirou do sobrenome dos filhos a sequência Rocha e desde então a nossa família
seguiu com a assinatura Rodrigues e não mais Rodrigues Rocha.
Nosso ascendente, Conceição Rodrigues,
trazia em sua face todas as características hispânica; olhos azuis brilhantes,
cabelos claros, nariz avantajado e um sorriso sorrateiro sempre carregado de
enigmas; na personalidade, trazia o senso comum dos portugueses, indagador,
olhar preciso e investigativo, andado peculiar dos lusitanos, despreocupado;
fazia grandes caminhadas até a casa dos filhos; assim como o pai, constituiu
sua família ao lado da esposa Margarida dando luz aos seguintes filhos: Maria
(Lilia), a mais velha; Florípedes, a segunda; Sebastião, o terceiro; Hélio, o
quarto; Cleomenes (Nina), a quinta; Benedito, o sexto e Julieta a caçula.
De os filhos do casal Conceição e
Margarida, alguns saíram com a característica lusitana e outros hispânicos; meu
pai, Hélio Rodrigues, estatura baixa, pouca musculatura, cabelos negros e barba
serrada; olhos verdes e de fala enfática, rígido, teimoso, toda a
característica lusitana. Casou-se com Rita Muniz Pacheco Rodrigues, descendente
direta de portugueses; teve sete filhos, contando com quatro vivos. Os dois
primeiros: Manoel Conceição Rodrigues (In memoriam); Margarida Maria Rodrigues,
a segunda; em seguida veio um menino que nasceu morto e logo após uma menina
que viveu poucas horas; depois eu vim, José Rodrigues, o quinto; aos cinco para
seis anos, minha mãe teve a irmã Hélia Maria Rodrigues, a sexta e quando minha
irmã se encontrava com três ou quatro anos, minha mãe sofreu um aborto
espontâneo, não sei ao certo o sexo da criança.
Manoel Conceição (Nelinho) casou-se com
Lurdes Aparecida Jorge e com ela concebeu um casal de filhos; Érica Rodrigues e
André Luís Rodrigues (padre André). Margarida Maria, cassou-se com Sebastião de
Assis Matos e conceberam dois filhos: Eduardo Rodrigues Matos e Marcelino
Rodrigues Matos. Eu me casei com Mariana F. da Silva Rodrigues, concebemo-nos
um casal de filhos: Hélio Rodrigues Neto e Heloísa da Silva Rodrigues. Hélia
Maria se casou com Rodrigo Cavalari e conceberam quatro filhos: Pedro Henrique,
o primeiro; João Alexandre, o segundo; Izaac José, o terceiro e Ana Gabriela a
caçula.
Ainda faltam informações a serem
atualizadas e entre os que estão no artigo, pode ser que exista divergências de
nomes e datas; quaisquer novas informações serão bem-vindas!
E até aqui a família Rodrigues e sua
origem no século XV...
A fonte informativa dessa arvore
genealógica, somente foi possível pelo empenho de um grande amigo carioca que
não mediu esforços para o tal levantamento, buscando nos acervos do antigo
império as catalogações imigratórias e com isso rastreando os passos de
Constante Rocha e então, achando as ramificações. Caso fosse um trabalho
oriundo de remuneração, praticamente seria impossível fazer tal levantamento,
portanto, aqui ficam os meus agradecimentos ao antropólogo: José Cervantes Custódio
do Amaral, pelo trabalho dispensado a mim. José Rodrigues.
ORIGEM
DA FAMÍLIA RODRIGUES.
Nos meados do século XV com a chegada
das primeiras levas de imigrantes portugueses que foram espalhadas pelo centro
do Brasil, chegou a uma das caravelas um homem chamado Constante Rocha, era
ainda um rapaz com pouco mais de quinze anos de idade e com senso aventuroso,
aos poucos foi se embrenhando ao território brasileiro procurando terras onde
pudesse se identificar com sua origem portuguesa, vindo estabelecer-se na
região da zona da mata em Minas Gerais, onde já havia algumas famílias por ali
assentadas. Trabalhou por alguns anos nessa paragem e procurando se aventurar
ainda mais na terra nova, desligou-se dos seus patrícios e saiu em busca de
conhecer outros lugares e desta vez veio parar na região do Sul de Minas na
região onde hoje é a cidade de Lavras, após ter percorrido alguns lugares no
norte fluminense, estabeleceu por algum tempo nesse povoado mineiro, onde nessa
época existiam apenas pequenos assentamentos sem nomes predestinado.
Constante, já se encontrava com a idade
um tanto alta, aproximando dos seus cinquenta anos quando conheceu uma família
oriunda de Portugal com descendência hispânica, tratava-se do tronco, o Sr.
Enrico Gonzalez Rodriguez, dono de uma numerosa família já constituída.
Constante Rocha se ajustou como empregado desta família e junto à prole
trabalhava braçal no campo cuidando do canavial e das rezes sendo um tipo de
confiança do tronco, o Sr. Enrico. Enrico com a família numerosa precisava
consorciar seus filhos em matrimônio e escolheu para genro casar-se com uma das
suas filhas, seu empregado de confiança Constante Rocha.
Casou-se Constante com a filha do meio
por nome Maria Trindade tendo seu registro civil de casamento lavrado no
cartório imperial do palácio Piratininga da Guanabara e se alojando naquelas
imensas terras empossada pelo patriarca Enrico, Constante Rocha abriu matas e
construiu seu patrimônio vindo a ter uma imensa família criando um brasão de
sobrenome com o título de: “Rodrigues Rocha”. A família se alargou pelo Estado
de Minas e no início do século XVII se estende para o nordeste paulista uma
ramificação dessa família, um jovem rapaz por nome Cristino Rodrigues Rocha que
havera consorciado com uma prima de primeiro grau com a mesma descendência por
nome Sálvia, que por sua vez continuou com o mesmo nome de solteira, sendo que
provinha da mesma descendência.
Se embrenhando na região da Franca do
Imperador indo se instalar definitivamente após cinco anos de permanência nessa
região, numa terra ainda por desbravar, muito longe do comércio que logo mais,
Cristino nomeou como sua essa terra batizando com o nome de Oiticica do Chapadão,
por se tratar de uma furna ladeando uma serra as margens do Rio Grande onde ele
formou a família e construiu seu patrimônio.
O casal Cristino e Sálvia tiveram vários
filhos, doze ao todo, contando com os que morreram ainda crianças, sobraram
oito sendo seis homens e duas mulheres: Juvêncio, o mais velho; Cristino Filho,
o segundo; Constância, a terceira; Jorgeta, a quarta; Porfírio, o quinto;
Ricardo, o sexto; Constantino, o sétimo e Pedro Rodrigues Rocha, o caçula. Com
a família crescida, Cristino Rocha construiu um pequeno império nessa região;
possuía um armazém de comércio em geral nesse lugar, que ficou conhecida como a
“Venda do Chapadão”; era nesse lugar que os colonos e fazendeiros faziam suas
compras, pois, após alguns anos Cristino Rocha dedicou-se somente ao comércio,
viajando sempre a Franca com seu carro de bois para abastecer seu comércio já
tão famoso, enquanto as roças e as criações ficavam por conta da família
numerosa.
Já alcançado mais de setenta anos,
Cristino Rocha veio a morrer pelo mal da malária, assumindo os negócios da
família o filho mais velho, Juvêncio que repartiu a herança aos irmãos,
sobrando para Pedro, uma gleba de terra arenosa ao sul da chapada onde não
tinha muita serventia, por se tratar de terra fraca onde somente produzia capim
“barba de bode”. Com a herança ruim, Pedro vendeu suas terras ao irmão mais
velho e se mandou desse lugar procurando trabalho em fazenda vizinhas, se
alojando ali mesmo por perto constituído matrimônio com a filha de um
fazendeiro por nome: Mariana da Conceição. Pedro e Mariana formou uma família,
não tão numerosa como as ascendentes e juntos também construíram seu império.
Conceberam em filhos: José Rodrigues, o
primeiro; Marieta, a segunda; Antonieta, a terceira; Francisco Generoso, o quarto; Jerônimo, o quinto; Maria (Cotinha) a sexta; Mariana (Fia) a sétima e Conceição
Rodrigues, o caçula. Não se sabe o porquê o patriarca Pedro Rodrigues Rocha
tirou do sobrenome dos filhos a sequência Rocha e desde então a nossa família
seguiu com a assinatura Rodrigues e não mais Rodrigues Rocha.
Nosso ascendente, Conceição Rodrigues,
trazia em sua face todas as características hispânica; olhos azuis brilhantes,
cabelos claros, nariz avantajado e um sorriso sorrateiro sempre carregado de
enigmas; na personalidade, trazia o senso comum dos portugueses, indagador,
olhar preciso e investigativo, andado peculiar dos lusitanos, despreocupado;
fazia grandes caminhadas até a casa dos filhos; assim como o pai, constituiu
sua família ao lado da esposa Margarida dando luz aos seguintes filhos: Maria
(Lilia), a mais velha; Florípedes, a segunda; Sebastião, o terceiro; Hélio, o
quarto; Cleomenes (Nina), a quinta; Benedito, o sexto e Julieta a caçula.
De os filhos do casal Conceição e
Margarida, alguns saíram com a característica lusitana e outros hispânicos; meu
pai, Hélio Rodrigues, estatura baixa, pouca musculatura, cabelos negros e barba
serrada; olhos verdes e de fala enfática, rígido, teimoso, toda a
característica lusitana. Casou-se com Rita Muniz Pacheco Rodrigues, descendente
direta de portugueses; teve sete filhos, contando com quatro vivos. Os dois
primeiros: Manoel Conceição Rodrigues (In memoriam); Margarida Maria Rodrigues,
a segunda; em seguida veio um menino que nasceu morto e logo após uma menina
que viveu poucas horas; depois eu vim, José Rodrigues, o quinto; aos cinco para
seis anos, minha mãe teve a irmã Hélia Maria Rodrigues, a sexta e quando minha
irmã se encontrava com três ou quatro anos, minha mãe sofreu um aborto
espontâneo, não sei ao certo o sexo da criança.
Manoel Conceição (Nelinho) casou-se com
Lurdes Aparecida Jorge e com ela concebeu um casal de filhos; Érica Rodrigues e
André Luís Rodrigues (padre André). Margarida Maria, cassou-se com Sebastião de
Assis Matos e conceberam dois filhos: Eduardo Rodrigues Matos e Marcelino
Rodrigues Matos. Eu me casei com Mariana F. da Silva Rodrigues, concebemo-nos
um casal de filhos: Hélio Rodrigues Neto e Heloísa da Silva Rodrigues. Hélia
Maria se casou com Rodrigo Cavalari e conceberam quatro filhos: Pedro Henrique,
o primeiro; João Alexandre, o segundo; Izaac José, o terceiro e Ana Gabriela a
caçula.
Ainda faltam informações a serem
atualizadas e entre os que estão no artigo, pode ser que exista divergências de
nomes e datas; quaisquer novas informações serão bem-vindas!
E até aqui a família Rodrigues e sua
origem no século XV...
A fonte informativa dessa arvore
genealógica, somente foi possível pelo empenho de um grande amigo carioca que
não mediu esforços para o tal levantamento, buscando nos acervos do antigo
império as catalogações imigratórias e com isso rastreando os passos de
Constante Rocha e então, achando as ramificações. Caso fosse um trabalho
oriundo de remuneração, praticamente seria impossível fazer tal levantamento,
portanto, aqui ficam os meus agradecimentos ao antropólogo: José Cervantes Custódio
do Amaral, pelo trabalho dispensado a mim. José Rodrigues.

