quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Ao poente majestoso de um dia ensolarado, uma saudade que machuca e fere a alma de um poeta que suspira a saudade de sua amada que longe está nesse momento; as aves do banhado retornam ao seu habitat enquanto as cordas de um violão choram notas harmoniosas de uma valsa, que o poeta entoa na voz cantando sua dor. A brisa suave toca-lhe o rosto secando as suas lágrimas que rolam e nas flores perfumadas de um crepúsculo, as abelhas que revoam na polinização fecundaria. A melodia entoa ecoando ao vale alcançando as mais altas colinas e o poeta canta para refugiar no peito a magoa de uma solidão; no pensamento uma voz que clama: _ volta para junto desse poeta que lhe espera com saudade contando os dias para sua chegada que ainda parece tão distante... volta para acalmar essa angustia de sofrimento; deixa esse poeta tirar em um “ré maior” a voz que clama na altura do timbre musical buscando no grito da liberdade trazer a sua amada para junto de seus braços e no suave toque de um beijo selar o amor desse poeta que canta com o peito dolorido pela saudade de um amor que vive tão distante! Poeta Violeiro

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