Busco através da poesia disfarçar minha dores, meus dissabores, desencontros; o coração de um poeta conhece a dor de uma partida, de uma despedida, a dor de uma ingratidão. No coração passa todos os sentimentos e nele ficam absolvidos os fragmentos; sentimentos de amor eu posso doar, exalar em minhas poesias, dizer em voz alta, mais a dor da tristeza não têm como se expressar e nele deixo guardado para aos pouquinhos me desabafar. A arte da poesia sempre fala de amores perdidos, sofridos, desilusões; são marcas que ficam registradas, são feridas não cicatrizadas que sangram, que dilaceram. Queria ser bastante forte para enfrentar essas dores, mais não consigo, sofro calado, perdido; queria ser cafajeste para judiar, para fazer se amado e jamais amar, mas minha vida é amar, não importa se vou sofrer, o meu dever é amar; mesmo sendo pisoteado por amores insanos quero continuar amando, mesmo que eu tenha de sofrer, esse é meu dever, amar e jamais impor ser amado! Poeta Violeiro
sexta-feira, 4 de junho de 2010
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