Vejo em teus olhos o fogo de uma candeia que na imensidão da noite dispersa minha solidão, no balançar da brisa serena dá ondas as sobras que vagueiam; vejo a flor que encanta, que perfuma, abrigo de beija-flores e morada da cotovia que canta, sinto cheiro de esperança que brota em cada botão e na minha imaginação vejo-te como uma Santa. Vejo a lua prateada a brilhar no universo, as estrelas multicores que cintilam na madrugada, na relva e a terra molhada pelas gotas de meus prantos. Ilusão de um pensador que vê amor, que vê paixão e na dor da solidão deixa deslizar a mão fazendo rastros horizontais escrevendo frases de amor; sinto descer do infinito como chuva de cristais, palavras que vem e que vai formando frases diversas, umas falam de beijos e outras de desejos, ou simplesmente são vagas, são palavras dos grandes poetas que na imensidão universal necessitam de expor suas dores, seus amores, ou simplesmente uma peça. Dedico-me as minhas escritas sem mesmo saber escrever, creio em Deus e em seu poder e sei que em Ele está usando de minha mão para dar ênfase em que os poetas me ditam! Poeta Violeiro
terça-feira, 25 de maio de 2010
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