Galopando em meu cavalo negro pelas madrugadas frias, sentindo roçar em meu rosto o vento que sopra, as estrelas cintilam no universo e em meu peito a saudade de teus beijos açucarados pelo sabor de nossa paixão; na pousada uma fogueira, entre as brasas uma chaleira, nos braços meu violão, entoado na melodia a saudade que judia o peito do folgazão. Meu cavalo relincha ao relento sentindo as minhas emoções, meu companheiro de todos os momentos que nas longas caminhadas galopa ao sabor do vento relinchando de satisfação, encurtando a distância me levando a chegar cada vez mais próximo de ti; o sol desponta no horizonte avermelhado dando sinal de mais um dia e minha caminhada prossegue e meus pensamentos continuam em você que me espera ao longe. Essa é minha vida, esse viajor que vive livre como os pássaros que revoa o céu azul, mais que ama, que sente saudade, mais que solitário entoa em uma canção o amor que sente por ti; somente a saudade machuca quanto sinto eu cheiro através das flores as margens de minha estrada. Vá saudade que machuca pra bem longe de mim, deixe-me sentir nesse momento a voz que vem do vento daquela que mora em meu coração! Poeta Violeiro
quinta-feira, 20 de maio de 2010
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