Um dia hei de olhar em teus olhos e neles me fartar de tua luz que resplandece juntamente com teu sorriso, vejo-te tão bela e serena como flor de açucena numa manhã fria de inverno; entre os caracóis de seus cabelos sedosos vejo o brilho da lua ofuscando as estrelas que insistem em brilhar, teus lábios rosados contornado pela tua face discreta e cheia brilho, destaca como uma rosa em botão ainda molhada pelo sereno da manhã; deixe-me tocá-los de leve com minhas mãos trêmulas pela emoção que me aflora em vê-la assim tão bela; no esplendor de teu charme meu peito suspira somente em te olhar, suplico-te um carinho, um afago, quem sabe um beijo jogado de longe... Um sorriso? Ah jovem mulher...! Por que Deus te fez tão bela assim? És uma manhã de inverno destacando sobre a colina avermelhada pelo brilho do sol; és aquela flor de rara beleza que no jardim da vida vem para perfumar o mundo com tua magnitude esplêndida; és um entardece de outono quando o céu azulado se ofusca pelo sol que se vai deixando somente seus raios contornando pouca nuvens sobre o poente; deixa-me beber de tua candura o cálice do teu infinito amor, deixa-me regar com meus prantos as flores que te saúdam neste mesmo entardecer... Óh mulher, entre as palavras do idioma que eu falo ainda não existem palavras para definir a sua beleza, somente poderei te dizer: és uma diva que brilha como o sol pelos palcos do universo sideral! Poeta Violeiro
sábado, 17 de abril de 2010
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