No silencio da madrugada fria meu peito chora, na cama a solidão de mais uma noite sem seus carinhos, sem seu amor; na rua ouço ruído dos carros que andam de um lado ao outro, talvez sejam os boêmios que voltam da orgia enquanto eu aqui sozinho soluço sua falta. Em breve o sol surgirá na colina e os pássaros começarão a cantar, é alegria de um novo dia que nasce para todos, mas para eu será mais um dia de agonia de dor; no coração somente sua imagem reflete, no peito um grito em silencio perfura sem piedade sentindo saudade suas; no silencio da madrugada viro de uma lado ao outro da cama fria esperando que o sono chegue, talvez em sonho consigo te encontrar e em seus lábios depositar meus beijos, afagar seu rosto e chorando pedir que me abrace; penso que amor mesmo em sofrimento ainda vale a pena sentir e cultivar no peito, esse amor que mesmo sendo desprezado por ti, tem vontade lhe oferecer flores e em melodia transformar minhas palavras para lhe dizer que te amo! Poeta Violeiro
sexta-feira, 16 de abril de 2010
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