domingo, 18 de abril de 2010

Filha...

Filha... hoje parei e percebi o quanto você cresceu, não és mais aquele bebezinho que eu carregava nos braços e ninava na hora de você dormir, vejo-te agora uma mocinha que cresce a cada dia como uma flor formosa no jardim da vida, vejo-te com esse sorriso que me alimenta a alma nos momentos que a tristeza insiste em me visitar e nele me fortaleço ao ponto de enfrentar qualquer coisa para te defender; hoje parei e percebi que aquela trouxinha de gente que eu amamentava sorrindo segura em meus braços, se transformou na pétala delicada de uma rosa branca com seus olhinhos brilhando pedindo-me proteção e também percebi, que estarei sempre ao seu lado mesmo em momentos difíceis que pode vir acontecer, mesmo se eu vier a sucumbir pelas mãos da senhora do destino, onde eu me encontrar estarei entendendo minhas mãos protetoras sobre você e te carinhando nos braços da saudade. Filha... percebo nesse momento que somos tão parecidas, eu ainda quando menina sonhava um dia tê-la em meus braços, naqueles sonhos de criança eu me via embalando-te através da bonequinha que ganhei de presente e hoje percebo que não posso mais te embalar, mais sim te dar um abraço apertado, um abraço que te transmita segurança; ah minha filha amada...! és o maior presente que Deus me deu em toda minha vida, és a santa e o altar, és o trono e a rainha, és a fonte pura e cristalina que no aconchego dos meus braços sacia minha sede dando-me forças para viver e te amar! Te amo filha. Mamãe Odete. Poeta Violeiro

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