terça-feira, 13 de abril de 2010

Voar sem fronteira

Queria ser como o pássaro que voa livre sem conhecer fronteiras, ser como o grande Côndor que nas mais altas cordilheiras faz seu ninho, voar entre as nuvens mais altas observando a magnitude do criador e nesse vôou, cruzar a distância que existe entre eu e meu amor, buscar entre os montes verdejantes aquele doce olhar dessa mulher magnífica de olhos claros e cabelos longos, essa mulher que me encanta com tanta exuberância quando abre seu sorriso; seria bom estar perto dela e poder beijá-la nos lábios, sentir em meus braços seu corpo macio e encantador, sentir seu calor num abraço bem apertado, poder afagar seus cabelos dourados encaracolado de manhã ao levantar. Mas Deus não me deu as mesmas asas do grande Côndor para beneficiar-me desse vôou, tenho de contentar-me com a distância e levar até esses montes verdejantes meu sentimento através do vento que cruzam todos os lugares, emitir a ela o meu amor, meu desejo e minha dor por viver dela tão distante! Poeta Violeiro

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