segunda-feira, 19 de abril de 2010

Velho baú

Num velho bauzinho de couro que encontrei em meus guardados, encontrei algumas coisas que fez viajar em meu passado; vi uma velha carta com o tempo amarelada com palavras singelas de amor que por ti nela foram espalhadas, recordei minha mocidade, minha juventude adorada, os bailes que eu dancei, as serenatas de madrugada. Encontrei também uma foto de você ainda menina com teus olhinhos brilhando como flores vespertinas, com um lindo sorriso nos lábios, um doce encanto de menina; vi também um sinete de ouro com suas iniciais gravadas, lembro-me que ele eu usava nas noites enluaradas com meu violão entre os braços meus dedos as cordas dedilhavam. Sobre meus velhos guardados muitas lagrimas derramei, saudade dos velhos tempos que na vida eu passei, saudade das namoradas, dos passeios na praça e de ti que tanto amei; hoje me resta a saudade nas coisas que encontrei num dia no meu passado quando nesse baú eu guardei, são frangalhos e farrapos que me fazer chorar jamais eu pensei, me fez lembrar a juventude e a mulher que sempre amei! Poeta Violeiro.

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