terça-feira, 2 de março de 2010

Amor cigano

Em busca do meu amor caminho beirando um rio numa tarde de outono; ao longe uma fogueira e a linda cigana baila ao som de um alaúde; numa fornalha ferve uma chaleira aquecendo a água para chá do crepúsculo. Caminhando pela tarde de outono sinto o coração bater apaixonado, mas ao chegar, com minha mão a cintura convido meu amor a bailar comigo no sapateado frenético da dança sensual. Vem minha linda cigana, deixe que o vento seja testemunha, deixe o suor rolar pelo rosto enquanto bailamos sentindo o cheiro de relva sob os nossos pés; nos longos cabelos uma margarida exala perfume adocicado. Vem minha linda cigana, deixe eu beijar seus lábios molhados de desejo enquanto sinto seu calor num abraço apertado, somente o vento testemunha esse momento de amor enquanto os pássaros entoam o uma canção. Vem minha linda cigana, não deixe o preconceito cair sobre nós somente por eu não ser do teu povo, mas aqui dentro desse coração existe o sentimento de uma alma cigana. Vem minha cigana, deixe eu te amar! P. Violeiro

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