quarta-feira, 3 de março de 2010

Enquanto a inspiração não vem

Sobre a mesa um papel, uma caneta; debruçado sobre a mesa o pensador mergulhado em pensamentos, quanto sofrimento demonstra o seu passado; deslizando a caneta sobre o papel saem letras trêmulas desenhando uma vida, entre as lágrimas que escorrem de seus olhos surgem nevoeiros negros obscurecendo o que resta de memória; no papel as lágrimas borram a historia do pensador que escreve sua própria historia contando sua dor. Entre as letras borradas surgem palavras; amor, minha amada, te amo, te quero; te venero. Sua historia conta historias de tantos desencontros, talvez seja a sua, ou a minha, talvez não seja a de ninguém, mas fala de amor. Ah, esse amor que tanto faz bem e ao mesmo tempo faz tanto mal; esse amor que palpita o coração, mas pode fazer odiar para sempre; esse amor que é imortal, mas se torna capaz de matar por puro ciúme. Ah! Esse amor bandido que faz sofrer um coração, esse amor que fere ao invés de curar feridas. Ah, esse amor, como sofro, como dói minh’alma por não tê-la junto de mim! P Violeiro

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