terça-feira, 2 de março de 2010

Passaro sem ninho

Sou como aquele pássaro que voa após perder seu ninho numa tempestade, desordenadamente caminho pelos trilhos da vida a fim de equilibrar-me, mas como pássaro sem rumo, perco-me nos turbilhões de pensamentos que assolam minh‘alma; cruzando as cordilheiras da vida vou seguindo meu destino sentindo a saudade apertar o peito, também fiquei sem meu ninho e através da tempestade a mulher que amo se perdeu em meio ao caminho, levada pelos braços da falsidade; queria eu atingir as alturas dos picos mais altos e alí poder tomar as atitudes das águias, que ao sentir-se fraca pelas peripécias da vida arrancam suas velhas penas, bicos e unhas para que nasçam outras novas no lugar e assim voltar a vida; queria poder alcançar esses picos, para também arrancar do peito o amor que sinto por ela. Ah, pássaro sem ninho; como queria voar ao seu lado e cruzar as fronteiras do inimaginario; como queria sentir a brisa refrescante em meu rosto olhando do alto o meu próprio eu, que caminhando pelos trilhos da vida! P. Violeiro

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