segunda-feira, 1 de março de 2010
Mulher leviana
Pobre mulher que despe o corpo macio desvencilhando desejos no homem que na cegueira da paixão não percebe a doçura feminina, volúpia, que devora o homem o doce mel do amor; um sorriso que brilha na face avermelhada entre o fogo da paixão e a vergonha da nudez eleva dois corações mergulhados na fúria que deveria ser sublime. Pobre mulher que conquistou espaço igualando-se ao homem que em pensamentos podres coloca o sexo antes do amor diferenciando a pureza do romantismo no frenético assédio do sexo desvairado; pobre mulher, que trocou a rosa em botão pelo copo de bebida, trocou o beijo nos lábios pelo cigarro que corroi suas entranhas levando ao suplicio e a dor. Mendigo és o homem que faz da mulher máquina de prazer sem perceber a doçura de um olhar demonstrando paixão, amor e carinho. Pobre és tu que vê a mulher somente com os olhos da carne e não consegue ver com os olhos da alma, pois no intimo de uma mulher brilha a mais bela estrela fazendo da vida a luz essencial iluminando a aura masculina! P Violeiro
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