quarta-feira, 3 de março de 2010

Amor a moda antiga

Acredito no amor verdadeiro, em noites de serenatas, nas despedidas e os devaneios; acredito em romantismo, em namoro no portão, em ramalhetes de flores, carta de amor e uma canção; acredito na liberdade de sorrir, de beijar e ser beijado, de amar no banco da praça, de sentir um beijo roubado; acredito em musica enviada pelo radio, sem dizer o remetente, somente um homem apaixonado e saber que do outro lado ela ouve radiante, delirante com suspiros apaixonados; acredito em paquera, um aceno, um beijo mandado, uma piscadinha insinuante, uma bola de chiclete, um estalo; acredito em namorar de mão dadas no passeio junto ao coreto, nas machinhas de carnavais e juntinhos ver o sol nascer no horizonte avermelhado. Com o romantismo em decadência não tem mais os enamorados, somente um agarra-agarra, erotismo e pornografia, não se manda mais um recado; eu acredito que vou rever as nostalgias do meu passado, dançar agarradinhos, sentir suspiros dobrados, entre dois corpos que se amam de suor todo molhado! P Violeiro

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