segunda-feira, 1 de março de 2010
Escuridão de uma noite chuvosa
Chora o céu em lágrimas abundantes enquanto no silêncio na noite espero por aquela que partiu me deixando nos braços da saudade, no peito a magoa da perda insana corroi sem piedade espalhadas pelo pensamento que vagueia na negra escuridão solitariamente como pirilampos sem destino; coração embargado pelo soluço infame não sente o choro que sai ouvindo melodia que faz lembrar ainda mais no amor de minha vida. Agora só me resta você velha vitrola companheira da minha solidão, nem mesmo no braço da viola consigo entoar uma canção; voa meu pensamento voa, pegue carona nas ondas do vento e vai dizer nesse momento quanta falta ela me faz, voa ate onde ela está diz pra ela voltar pra consolar a minha dor, você mulher de minha vida que foi tão minha amiga ainda és meu grande amor; voa meu pensamento como faz um passarinho, toque nesse coração tirano que um dia me deixou, diz a ela que eu a amo, vivo triste tão sozinho, diz pra voltar ao meu ninho! Poeta Violeiro.
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