terça-feira, 2 de março de 2010
Mala da saudade
Venho de onde o vento não chega trazendo no peito a saudade, saudade que aperta o peito nos tempos da mocidade, nos acordes do violão minha canção falava a verdade. Na mala trago a bagagem daquilo que não vivi, um amor que se foi ao longe pra sempre ela eu perdi, me resta ainda à viola que chora junto ao meu peito, parece até dizer, pra que sofrer desse jeito. No lombo da doce saudade eu risco as cordas do pinho meus dedos deslizam as cordas cantando eu falo sozinho, você meu pinho companheiro que nunca me deixou no caminho. Eu canto pra essa mulher que longe vive com outro, nas alvoradas da vida deixou chorando um caboclo, mais o vento minuano leva até ela a canção que canto com minha alma enquanto chora meu coração. A vida de um cancioneiro só ele sabe como é, às vezes canta chorando pensando numa mulher, que vive casada em outras terras só ele sabe quem é. Na mala vou guardar a saudade dessa mulher que amei, não conto pra mais ninguém que por ela um dia chorei, vou trancar essa mala velha decidi quando levantei, nunca mais ela vou abrir, pra não lembrar que te amei! P. Violeiro
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É isso aí poeta violeiro, somente as cordas da viola é capaz de agogar a saudade de um amor que se foi; risca essa viola apaixonada e canta com tua alma enquanto ela nao volta para teus abraços! Um grande abraço de um tambem violeiro apaixonado.
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