terça-feira, 2 de março de 2010

Dias amargurados

Solidão! Como me sinto só.


Nem mesmo o ronco dos carros na rua pode lembrar-me que vivo rodeado de pessoas; na amargura de meus dias sinto como uma pequena flor perdida no campo em meio aos espinhos que os sufoca no calor escaldante do meio dia; no velho radio uma canção nostálgica relembra-me a juventude de outrora, amores que se foram, os bailes que dançávamos agarradinhos, no bar as taças de vinho; quantas recordações que me deixam mais sozinho. Olhando pela janela de meu quarto vejo as pessoas caminhando apressadas de um lado ao outro, todas elas tem um plano para esse dia, somente eu não me sinto capaz de planejar nada e meu dia se vai como outro qualquer enquanto a solidão me invade. Ah, como eu queria estar em meio aos outros! Como eu queria estar correndo com medo de perder a condução que me leva ao compromisso; mas minha única companhia é a solidão que me invade. Somente consigo erguer uma taça de bebida e brindar minha própria solidão; como me sinto só! Pta. Violeiro

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