terça-feira, 2 de março de 2010

Dama de branco

Em um consultório uma linda flor de branco enfeita uma escrivania de vidros transparentes, radiante atende seus pacientes que procura-a para alivio a dor; com mãos delicadas e macias apalpa o ventre dolorido, com simpatia pronuncia palavras que acalenta. Ah, linda médica, na solidão de meus dias vejo em ti uma santa que brilha no altar da vida, no púlpito da sabedoria emana-me teu sorriso para eu sugar o néctar da felicidade refrescando minhas angustias, deixa-me beber em suas mãos o cálice da vida, abraça-me aquecendo o frio que minh’alma sente, transmite-me a luz de teu olhar para reluzir a escuridão que me aflige; és a flor que no jardim da vida floresce em todas as estações. Se médico eu fosse, estaria ao seu lado te enfeitando de flores para sua beleza reluzir em meio aos seus pacientes, mas me contento ser somente seu paciente, contento em sentir suas mãos macias segurando as minha dizendo-me palavras doces; ah minha linda dama de branco, como me faz bem sentir-te pertinho de mim! Pta Violeiro

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