segunda-feira, 1 de março de 2010

Amor, viola e violeiro

No prateado luar de uma noite de primavera contemplava as estrela que se mostravam tímidas perante a luz majestosa da lua cheia imponente, meus pensamentos vagueavam no infinito azulado nos pontinhos avermelhados igual a rosto adolescente; entre o silêncio da noite e o pulsar de meu coração, sentia minha paixão brotar no peito ofegante, insistia olhando pro lados buscando no céu pontilhado entre milhões de estrelas, uma luz mais acentuada fazendo meu peito calmar nas dores do coração. Paixão de um homem é continua, judia, fere, dilacera... ah!!! porque Deus faz assim? Porque não tira de mim esse amor que eu carrego, porque não sou como os outros que de amor fazem pouco na vida sempre a sorrir; nem mesmo a bebida me cura do mal que o amor deixou sobre eu. Entre lágrimas e soluços aperto a viola no peito, procuro tirar melodias no aço das cordas afinadas no som agudo intrececo, cada ponteado nas notas meu coração se desgosta, sai um gemido do peito! Poeta Violeiro.

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