quinta-feira, 18 de março de 2010

Madrugada de outono

Madrugada de outono com céu cheio de estrelas, na sacada de minha janela contemplo a estrela Dalva que se destaca entre os bilhões de pontos luminosos no espaço sideral, no pulsar de meu coração palpita a mente lembranças de outrora onde nessa mesma madrugada cantava ao meu amor uma canção em serenata; dedilhando meu violão minha voz soava sendo levada nas ondas do vento ao coração de minha amada enquanto daquela sacada derriçava uma flor, uma rosa vermelha ainda morada de orvalho que delicadamente eu colocava no braço do violão. Cantando a ela meu coração soltava as mais doces palavras, murmurava em melodia o amor intenso ao ver seus olhos brilhando de emoção; o prateado da lua em seus cabelos refletia e entre os lábios vermelhos sua marca em forma de sorriso e ali como boêmio apaixonado calava fundo a voz de meu violão. Hoje da mesma sacada olho triste a cama vazia, no canto do quarto o mesmo violão sem cordas e empoeirado, lembrança desse passado presente em meu coração! Poeta Violeiro

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