quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

24 de junho

24 de junho nos meus tempos de criança era uma alegria danada todo, lugar tinha festança de manhã eu cedo pulava, pra meu pai poder ajudar a ordenhar as vaquinhas, o leite nóis tirava pra fabricar rosquinhas, minha mãe o café fazia, minha irmã a casa arrumava enquanto meu irmão mais velho o terreiro faxinava; a tarde fazia a torda as coisas tudo ajeitava pois logo depois do terço o bailão já começava, tinha hora pra começar, só Deus sabia quando acabava. Depois eu ia na vila, pro meu pai eu candeava, na frente puxando os bois no espigão e nas baxadas, o carro cantava alegre na vida eu nem pensava, só queria pensar na festa, quentão, pipoca... Ah, isso nunca fartava; a tarde encostado no esteio um buraco eu furava, pra depois da procissão no mastro nos levantava, a bandeira com os três santos, a São João nos gritava viva e foguete nois sempre sortava; só assim de longe ouvia quando a sanfona começava a tocar uma quadrilha e pra dançar nos entrava. Eta saudade gostosa; eta vida marvada! Poeta Violeiro

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