sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Viola dependurada
Relembrando o tempo que passou vejo a viola toda empoeirada, suas cordas corroídas pelos anos, as tarraxas todas enferrujadas; pendurada ali na parede, quantas alegrias já me proporcionou, nos fandangos das velhas pousadas, nos catiras cantava com amor. Junto com meu parceiro de musica entoando canções das mais belas, serenatas e bailes de tuia, nos reisados e em todas as festas, nós cantávamos as canções mais singelas com acordes de violão e viola. Foi um tempo dos mais belos da vida, me recordo com muita saudade, lá na vila onde eu fui criado com amigos de todas as idades, as crianças pediam canções, as mocinhas ajudavam em coro, em junho nas noites frias ao lado da fogueira tinha dança e muitos namoros. Hoje eu vejo a viola pendurada, a saudade me vem na memória, dos bons tempos de minha mocidade e dos velhos amigos de outrora, dos amores que passou em minha vida, do meu velho burrão machador, dos passeios nos dias de domingo, tudo isso me trás tanta dor! Poeta Violeiro.
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