quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Rainha sertaneja

Casinha de pau-a-pique nas margens do ribeirão, morada de meu paizinho nesses confins de sertão, dali ele não sai por nada a não ser quando morrer, ali ele sente feliz ao lado da natureza; deixei esse lugar há muitos anos atrás, fui buscar na cidade grande meios de estudar pra ganhar a vida mais fácil sem minhas mãos calejar. Depois de formado voltei pra rever minha família, chorei por saber nessa hora da morte de minha mãezinha que de tanta saudade de mim sentiu a te ficar doentinha; papai contou-me com lágrimas nos olhos o dia de sua partida, o sertão ficou tão triste por perder sua rainha, mas no trabalho pesado dedicou todos os seus dias e hoje fica a saudade daquela que foi companhia. Vejo meu pai ali com a viola sentado num toco de angico, olhando ao infinito do pinho não sai melodia, contempla as estrelas no céu vagando as mais pequeninas, parece que esta em oração ao céu pedindo a benção pra que Deus cuide de sua rainha! Poeta Violeiro.

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