quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Saudade de minha mãe
Hei carreteiro que segue pra minha terra, me faça uma gentileza; sei que ainda passarás naquela cidadezinha em alta madrugada, mas pare numa casinha que tem pertinho da linha onde passava à locomotiva; lá mora minha mãezinha que sentes saudades minha desde quando eu parti, bata na porta e chame seu nome, é Rita que ela chama, sente-se muito sozinha. Na hora em que você parar o cachorro vai latir, não tenha medo, pois ele não morde , é só chamar pelo nome que ele até vai sorrir olhando em teus olhos; é lobo o seu nome, um perdigueiro de caça que deixei junto da mãe, deixei também um canário terra que me acordava todos os dias cantando em minha janela. Minha mãe ficou chorando no dia que peguei a estrada, parti pra fazer riqueza tentando mudar a vida daquela que me deus a luz, mas a vida foi tirana hoje aqui não tenho grana nem pra ver minha mãezinha; leve a ela esse sinete que herdei de meu velho pai, é de ouro maciço diz pra vender e ficar com o dinheiro, pra que nada lhe falte mais! Poeta Violeiro.
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