quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Amor de um boiadeiro

Boiada no estradão, poeira subindo ao céu, peões cantando a saudade, pó da estrada no chapéu; a noite uma melodia ao pé da figueira sombria, no céu lua cheia ilumina a alma desses que choram a saudade de quem ficou pra trás. Viola chora sentida no peito desse peão, canta com o coração pra aliviar a sua dor, ao longo na capoeira canta triste um urutau, seu canto entoa saudade com a voz do cantador. Boiada remoendo do lado de vez em quando um mugido, capataz com peito doido lembra a esposa amada que ficou de arribada na casinha da serra, com os filhinhos pequenos de guarda somente o cachorro que dorme na soleira da porta, é capaz de morrer pra defender sua dona que chora no abandono do seu amor que partiu, pra levar essa boiada vai ficar meses na estrada enquanto ela ali com os filhinhos, espera ouvir o berrante tocar muito distante anunciando sua chegada. Vai boiadeiro, toca esse berrante pra ela, diz que a saudade é doída, mas que depois de sua partida nunca mais esqueceu os carinhos dela! Poeta Violeiro.

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