quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
O Ébrio
Madrugada fria, aquele ébrio caído na calçada ao lado de uma garrafa de bebida, desprezado pelos próprios boêmios da noite que perambulam de bar em bar afogando as magoas que no peito faz moradia; aquele ébrio quase desfalecido sonha com uma pessoa que o desprezou no passado, nos escarninhos mais íntimos de sua mente, sente seus beijos quentes aquecendo a alma de um homem feliz ao lado de uma linda mulher; mas a felicidade é passageira, seu amor acreditando em promessas devassas de um galanteador segue caminhos escuros sem volta deixando para trás caído na sarjeta aquele que te cobriu de beijos e promessas de felicidades no passado alegre onde o ébrio do presente era um homem de negócios admirado por mulheres lindas. Hoje caído na rua como mendigo implora um copo de bebida nas noites frias para aquecer sua alma, um pedaço de pão pra saciar sua fome e um papelão que sirva de cobertor para mais uma noite no relento! Poeta Violeiro.
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