quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Tempos de estradeiro
Se eu voltasse no tempo queria reviver, meus tempos de estradeiro em que fui caminhoneiro por esse chão brasileiro de novo ia percorrer; rever velhos amigos, as estradas e os sertões, tanta gente conheci, muitos amigos eu perdi em emboscadas traiçoeiras de buracos e crateras onde deviria existir asfalto, que nós como cidadãos pagamos preços tão alto. Mesmo assim foi muito bom meus tempos de viajante, na cabine do possante eu dormia tão feliz, com saudade dos ficou de madrugada eu acordava, o motor nem tinha esfriado de novo já funcionava; o sol nem dava sua cara do ponto de pouso eu partia acelerando fundo na pista as vazes ia as vezes voltava, dava um toque na buzina pra alertar os companheiros que não teve a mesma sorte que na noite engoliu o trecho; naqueles altos de serra, chapadões de nos planaltos meu bruto roncava alto deixando na imensidão o choro da turbina. Hoje só resta saudades dum tempo que já se foi, como meu pai recordava do velho carro de boi!
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