sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Morada do coração

Ranchinho velho com as paredes descoradas sinal que ficou da corrosão do tempo, hoje te vejo todo imundo no abandono, recordo noites de sono que dentro de ti já dormi; você ranchinho que já foi o meu abrigo em tempo queridos que não volta nunca mais, sempre ao meu lado a mulher que eu mais amava nas noites quentes cantava pra ela uma canção; na sua porta um banquinho de aroeira quantas noites seresteira ao lado dela cantei, a lua cheia brilhando no infinito com prateado bonito melodias entoei. Hoje eu te vejo tão sujo e envelhecido como somos parecidos meu rancho do coração, nessa salinha que hoje esta caída, rebocos de terra batida uma vez eu desenhei, uma roseira com uma rosa tão bonita ao lado dela dois rostos que simbolizávamos nós dois, o tempo passou e a vida foi mudando hoje vivo no abandono igual você rancho querido; somente o tempo é capaz de nos amar e do alto vou estar um dia desses futuro, pedindo a Deus que olhe por você ranchinho que já foi o nosso ninho de amor inesquecível! Poeta Violeiro.

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