quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Viola dependurada
Numa noite de luar enquanto o sono não vinha, na porta de minha casa num toco de jacarandá com minha viola sentei, enquanto o brilho da lua nas cordas de aço refletia contemplei a perfeição Divina uma melodia ponteei; meus dedos deslizavam suave pelo braço da viola recordando que outrora muitas vezes amanheci, tocando cantando e bebendo, na vida jamais pensava, vivia só o momento. Hoje eu vejo a viola na parede pendurada, lá fora nem mais o toco tem, as cordas já rebentadas, toda suja, empoeirada, nem olhar nela vontade tenho; porem só resta a saudade dos tempos que não voltam mais, saudades de um alguém que sempre ao meu lado viveu, hoje porem se encontra tão longe do coração, fazendo esse velho folgazão desistir das cantorias; quem sabe num outro dia se esse amor aqui voltar, talvez afino a viola pontearei as magoas nas cordas tentando mostrar a ela, que o amor que eu lhe dedico somente com ela em meus braços que meu coração se consola! Poeta Violeiro
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