terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Meu amigo violão

Violão amigo pendurado na parede, quantas canções nós já catamos por ai; hoje só resta a saudade das pousadas, remoendo fundo no meu peito sem pedir, eu me recordo das serestas nas madrugadas, as namoradas, a rosa branca, o sereno e você meu violão amigo ao meu lado, sempre afinado pras canções mais singelas. Quantos pedidos de canções apaixonadas, dos amigos, dos amantes enamorados e tu meu companheiro no meu peito soluçava, como a embalar aqueles amantes em um longo beijo no vibrado de suas cordas por mim dedilhadas. Hoje só resta a saudade desses tempos, recordações, lágrimas e lembranças de um passado onde tudo era poesia, até o namoro na soleira, o beijo na mão, o versinho decorado, como era bom.
Os tempos voam meu amigo violão, até parece que o passado não existiu, se não fosse tu que me acompanha vida fora, com certeza nem na mente me restaria essas lembranças, mas se um dia eu rever meus amigos, o meu parceiro, as melodias nas noites de lua cheia com certeza recordaria!

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