quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Escravizado pela dor

Escravizado pela solidão, meu peito ferido dói o coração corroído exala cheiro de sofrimento; meu sorriso é bonito por fora, mas encontra morto por dentro. Tenho chorando escondido, lágrimas escorrem no chão fica escondida, não tenho pra quem clamar a dor que sinto no peito, pra que sofrer desse jeito óh coração sofredor? Sei que isso passa e a tranqüilidade reinará nessa minha arena chamada coração, mas se eu não agüentar e por terra tombar antes dessa tranqüilidade chegar? Ah, porque a vida me castiga tanto, eu que na vida lutei tanto pra não deixar nada faltar? Quantas vezes deixei de comer pra que eu não visse gemer meus filhos com fome; mas de nada isso valeu, pois hoje sofro sozinho sem reconhecimento, sem nada, isolado num canto, pareço até objeto que de nada serve na vida, aquelas lágrimas caídas que não chão ficou escondidas que pra nada mais serviu; por mais que tento enxergar onde foi que errei, só vejo um passado triste que eu pensava ser belo, porem que fazer se eu errei? Poeta Violeiro.

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