quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Escorregando e caindo

Caminhos que seguem, lágrimas que caem, coração dilacerado corroído magoado só sabe apanhar; flores perfumadas na madrugada a exalar, seu aroma de luz ao espírito conduz fragrâncias deliciosas que consola, ameniza a dor. Seguindo sempre adiante perambulando e caindo, nas lamas da vida escorrego, mas o brilho do sol majestoso e bondoso a todos faz luz, secando o caminho, lama se torna poeira vermelha altaneira sob a luz do luar; assim vou caminhando sorrindo e chorando dependendo do ar, esse ar que respiro que banha meu rosto como brisa do mar; refresca-me me abana trás gostosas fragrâncias das flores a exalar, nas madrugadas da vida esperando a partida pra outro caminho pegar. Nesse legado que abraço nos meus braços carrego com satisfação, a dores vencidas que se tornam feridas dentro do coração, não me dou por vencido, pois nos trilhos escolhidos que já foram percorridos e os a percorrer, vou cantando e não choro até quando Deus permitir! Poeta Violeiro.

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