segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Manhã de outono

Nessa manhã fresquinha de outono, com o sol aparecendo entre nuvens ralas, me trás grandes recordações do passado; daquelas manhãs em que eu e meu pai saiamos para o trabalho duro do roçado naquele sertão onde o progresso nem sonhava em chegar. Hoje me encontro aqui em frente um computador, escrevendo essas linhas, contando causos desse homem que foi um grande professor em minha vida, pena que não podia ainda entender seus legados; dizia-me tantas coisas, eu ainda menino o acompanhava, levando pra ele a moringa de água fresca da mina, para que fosse saciada nossa cede na hora que o sol esquentasse. Quantas saudades me trás essas recordações, nunca pensei que um dia, eu poderia estar onde estou; nossa vida era tão limitada, com tantas dificuldades, mas meu pai sempre dizia-me: que com coragem e honestidade, o homem poderia alcançar seus objetivos na vida. E aqui estou eu hoje, acreditando que alcancei o que eu almejava naquele passado tão distante!

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