Hei amigo, você que vai a rumo de minha terra, de uma pequena paradinha naquela casinha branca encostada ao pé da serra; ali tem uma velhinha, minha mãe, que espera a tempo meu regresso; hei amigo, leva esse recado pra ela.
Por favor, diga a ela, que ainda não triunfei, tenho esperanças guardadas que conseguirei triunfar, que regressarei a minha terra com recursos pra dar ela mais conforto, mais carinho e quem sabe até um cantinho onde poderá passar a vida sem mais nunca se preocupar. É amigo, a saudade me corroi a alma, a alma de um filho que sai em busca de novos rumos, de progresso material e só enxerga muito alem, que sempre esteve com o progresso ao seu lado, o progresso da família que embora rude, mostra virtudes, valores que jamais pensei alcançar. Hei amigo, por favor, diga à mãe que se Deus quiser esse ano eu consigo me formar; quando pegar meu diploma, que dinheiro começar ganhar, volto lá na casinha da serra e trago ela pra cá, mas se por acaso eu for mal nos estudos, aqui abandono tudo e pra minha terra quero voltar. Hei amigo, não se esqueça de avisar!
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
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